6.3.13

Ser mulher é difícil!

Estamos perto do dia da mulher e, vendo as mensagens nas redes sociais, comecei a refletir e cheguei a uma conclusão: Ser mulher é, no mínimo, difícil. O mundo é ainda um lugar machista. E eu não estou nem pensando em países onde ela ainda não pode estudar, onde existe controle de natalidade e as pessoas matam as meninas porque querem meninos ou onde as viúvas são queimadas com o marido morto ou isoladas da sociedade. Não, eu estou falando de mim, da minha mãe, de você, da minha amiga. Ok, eu talvez achasse difícil ser homem também. Tudo bem, mulher tem um papel incrível frente à natureza como gestar um bebê, algo que só ela pode vivenciar, mas vamos falar do básico, do dia a dia, do feijão com arroz.

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3.9.12

Eu, eu mesma e a Biologia - Como eu me tornei bióloga

Minha história com a Biologia acho que é algo que merece ser contada, ainda mais hoje, no dia do Biólogo.

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Como todo colegial (sim, na minha época se chamava assim), eu não sabia que profissão pretendia seguir e lutava comigo mesma a cada dia mais perto de ter de tomar esta decisão. Duas coisas me atraiam muito: a beleza da arquitetura, design ou desenho industrial e a biologia, matéria que me fascinava e a que mais me dava bem no colégio. Poucas vezes que me achava decidida em ser bióloga, já que era algo que gostava de aprender, me via coberta nos clichês de que se ganha mal, não tem emprego e acaba-se por ser professor. Eu gostava da ideia de dar aula, mas já conhecia os problemas do ensino atual e descartava, portanto, essa ideia. Criada por pais intelectuais das humanas, que tinham mais livros que comidas, às vezes, uma filha querer ser bióloga era algo estranho a eles que estavam acostumados com filosofia, música, ciências sociais, etc...

11.8.12

Arquivo Mental: Querido Pai...

Um texto que escrevi em alguns destes últimos 5 dias dos pais passados (não me lembro em qual), estava me chamando aqui nos meus documentos e acho que é um momento oportuno de reviveciá-lo colocando online nesta data. Reli ele e continua atual, continuo sentindo absolutamente o mesmo, as mesmas saudades: das pequenas coisas que uma filha lembra com seu pai.

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"Querido Pai,

Tenho saudade. Das grandes coisas, mas no dia-a-dia, cada vez mais me lembro das pequenas. Como o seu assovio que já tinha esquecido como era e algo me fez lembrar. O que me lembrou, também, sua buzina pra me chamar e me fez pensar como gostávamos de nos comunicar com sons. Mas não era qualquer um, pelo toque, pela nota, pelo estilo, eu sempre reconhecia o do meu pai.

13.7.12

Realidades (muito) alternativas do Homem-Aranha!

A vida anda muito corrida e eu larguei isso aqui criando teias de aranha, eu sei... Mas não esqueci e voltei! E, por falar em teias de aranha, voltei com um post sobre o amigão da vizinhança! Vocês (sim, eu ainda acho que mais de uma pessoa lê isso aqui!) se lembram do artigo sobre as "Realidades (muito) alternativas do Homem de Ferro"? Pois bem, o herói do momento é o Homem-Aranha e, como eu já vinha juntando imagens dele, nada mais justo que fazer o "Realidades (muito) alternativas do Homem-Aranha!".

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Vamos começar com o básico: Todo mundo já teve aquele dia que enfiou o pé na jaca. Nada melhor pra desestressar do trabalho, dos problemas, não é? O Cabeça de Teia também tem estes momentos e depois de salvar Nova York acabou exagerando... surgindo o Homem-Aranha depois da manguaça.

14.3.12

Seja você, seja só você*

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Não sei, o mundo anda estranho. Problemas de autoestima sempre existirão, mas me parece que, atualmente, é melhor mudar o efeito que a causa. Não falo só de aparência. As pessoas preferem fazer o que tinham dito valer, virar realidade, que mudar de opinião. Preferem fazer algo errado se tornar aceitável que se desculpar e admitir um erro. Preferem fingir que têm 10 anos a menos em vez de aceitar a idade verdadeira. Preferem mudar o corpo inteiro a mudar a forma de se ver. Sou extremamente a favor de estarmos bem com a nossa forma física, mas acho um tanto problemático quando o que mudamos o tempo todo é a forma física e não como nos vemos. Hoje em dia é mais fácil mudar por completo, se anular, assassinar sua personalidade e liberdade de ser do que ser algo além do “aceitável”.

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Todos querem ter dinheiro, carreira, sucesso, beleza, corpo perfeito, juventude, razão... querem entrar num molde pré-fabricado, sem nenhuma personalidade e se encaixar a força. Qual a graça de um mundo com todos iguais, estáticos? Ninguém quer se olhar e ver como é bonito daquele jeito, quais são seus pontos fortes. Querem se olhar e ver aquela imagem pré-fabricada de beleza. Não querem contar o que aprenderam nos últimos 10 anos, ou como a vida dos 20 e dos 30 pode ser diferente e interessante. Querem contar que tem uma idade aceitável pra se dizer jovem. Não querem demonstrar como depois de uma análise mudaram de opinião, querem parecer firmes com uma opinião constante, mas vazia e inválida. Na verdade, me parece muito que não querem aproveitar a vida que se apresenta, mas fingir que vivem outra.

14.2.12

Citações: Quem é o hospedeiro mesmo??

Cheguei ao fim do livro da última citação que postei aqui e me deparei com outra que quis publicar. É bem no final, na reflexão do autor sobre o surgimento de tantos vírus vindos de áreas tropicais (devastadas) nos últimos anos. Talvez um tanto ingênuo ou poético já que o autor não é da área ou o livro seja de 1995. De qualquer forma, é uma verdade. A verdade de que a natureza não nos ataca, nós atacamos a natureza. O livro trata dos vírus, mas a questão pode ser estendida pra outros diversos fatores. Nós desequilibramos a natureza e ela não se “vinga”, como alguns dizem, só se adapta ao nosso transtorno, de forma nem sempre agradável ao ser humano. Na citação em questão, o autor reflete sobre como os vírus chamados “quentes” ou até outros, sempre existiram, foi quando desestabilizamos seu habitat que eles saltaram pra outros, chegando em nós. Se pensarmos bem, faz todo o sentido: a única espécie que parece não entrar em extinção e que só cresce em detrimento das outras é a espécie humana. Se um vírus pensasse, ele provavelmente chegaria à conclusão de que o melhor habitat/hospedeiro, dada a situação, é o ser humano.

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Eis a citação:

“As florestas tropicais são também o maior reservatório dos vírus (...). Quando eles saem de um ecossistema, tendem a se espalhar em ondas através da população humana, como ecos da biosfera agonizante. (...)

Num certo sentido, a Terra está criando uma resposta imune contra a raça humana. Começa a reagir ao parasita humano, à infecção de gente, os pontos mortos de concreto por todo o planeta, a deterioração cancerosa na Europa, Japão e nos Estados Unidos, inundado de primatas que se multiplicam, as colônias crescendo e se espalhando e ameaçando abafar a biosfera com extinção em massa. Talvez a biosfera não ‘goste’ da ideia de cinco bilhões de seres humanos (na época...). (...) A natureza tem meios interessantes de manter o equilíbrio. A floresta tropical tem as próprias defesas. O sistema imune da Terra, por assim dizer, está ‘vendo’ a presença da espécie humana e começa a se revoltar contra ela. A Terra está tentando se livrar de uma infecção causada pelo parasita humano. Talvez a AIDS seja o primeiro passo num processo natural de limpeza.”

("Zona Quente - Uma História Terrível e Real", de Richard Preston)

10.2.12

Citações: A beleza da complexidade

Lembram (sim, eu continuo falando no plural porque tenho fé que mais de uma pessoa lê isso aqui) quando disse que ia colocar aqui citações de livro que achasse interessantes? Pois bem, a citação da vez é bem menos filosófica que a última e não tem o que analisar. É um fato. É um fato que quem é leigo em biologia vai achar bonito, mas quem é biólogo (ou trabalha com vida, saúde e afins) vai ler e pensar "é bem assim". A citação é do livro "Zona Quente - Uma História Terrível e Real", de Richard Preston, que trata de surtos de vírus como Ebola.


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É uma pequena passagem em meio à cena de dissecação de macacos na procura de sinais do vírus, mas é um fato lindo da biologia:

"Em biologia, nada é claro, tudo é complicado, tudo é uma desordem e quando você pensa que compreendeu alguma coisa, tira uma camada e encontra um mundo de complicações debaixo dela. A natureza pode ser qualquer coisa, menos simples."