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3.10.14

Trincheiras Sociais

Outro dia o Orkut foi fechado de vez. Lendo uma matéria da Super Interessante, comecei a pensar sobre essa evolução das redes sociais até hoje. Uma coisa que me chamou a atenção foi a menção de o Orkut ser uma rede social mais silenciosa, pela falta de Time Line, onde podíamos fazer mais coisas sem ninguém saber. De fato, o Facebook e o Twitter são muito mais expositivos e toda hora tem a opinião de alguém na sua TL. E, onde tem opinião, tem divergência. Mas as pessoas não se sentem tranquilas apenas em divergir, deixando de seguir alguém ou ignorando, elas precisam contestar sua opinião. Não na mesma postagem necessariamente, mas em outro post que reverberará em outras Time Lines. E é então que estas redes sociais me parecem uma verdadeira guerra

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23.1.14

Solte do braço da poltrona e olhe a janelinha - como os mecanismos de defesa podem nos atrapalhar

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O medo em demasia paralisa. O medo em pequenas doses é necessário, é um instinto, mas não é deste que estou falando, deixemos claro. Quando algo nos amedronta, criamos mecanismos de defesa, em geral para podermos nos apegar a algo e sobreviver àquele medo. Como alguém que se agarra à poltrona de um avião com medo de voar. Isso é normal, nada demais e, de certa forma, a melhor forma que encontramos para sobreviver aquele momento de pavor. O problema é quando esse “apego” vira habitual, mesmo quando o medo não é tanto... aí é que está o problema.

31.12.13

Não culpe o ano!

Vi esta imagem hoje no facebook e parei para pensar... como nós esperamos demais de um ano. Eu sempre ouço as pessoas (e até eu mesma) dizerem "Tal ano foi ruim comigo". O ano não parou e decidiu ser ruim com você. Eventos aconteceram, você seguiu caminhos e a forma como lidou com tudo é que fez tal ano ser ruim. Não culpe o ano. Claro que coisas ruins acontecem independente da nossa vontade, mas a nossa postura diante das dificuldades também é uma decisão nossa. O ano é uma mera contagem de tempo a qual estamos definitivamente apegados demais. E todos esperam o dia 31 de dezembro para fazer novas promessas. E as feitas neste dia, acabam sendo as mais vazias. Isso porque é quase uma obrigação do dia 31 de dezembro, não significa que você atingiu alguma epifania, você só se sente obrigado a prometer coisas novas que devem começar no dia seguinte.

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Além disso, há um longo ano pela frente e promessas de coisas a longo prazo podem encarar mudanças futuras. Porque não pensar o que precisamos mudar todos os dias? Ou outros diversos dias pelo ano? Reavaliar nossa conduta ao longo de 365 (ou 366) dias e não em um único dia mágico onde tudo parece possível. Mas ok. Dia 31 de dezembro é um dia que nos faz pensar no futuro, então pensemos. Mas não da forma que costumo ouvir, dizendo "Que 2014 seja um bom ano pra mim". O ano não é uma entidade mágica, apenas um amontoado de dias seguidos e ele não pode fazer nada por você. O ano continuará passando e sendo da mesma forma que sempre foi, com suas segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos. Ele não se importa com o que você faz em seus dias, ele apenas passa. Até chegar o próximo 31 de dezembro. Ele não se importa que você não goste de segundas-feiras, nem que ache as quartas cansativas. Então de que adianta desejar que o ano seja bom?

3.12.13

Lulu e Tubby: o que eles nos mostram sobre a realidade da mulher

*atualizado ao final!

Ok, já vi muita gente opinando sobre o tal Lulu e Tubby e vou meter o bedelho também. Não, não vou apoiar nenhum dos 2, nem mesmo a validade moral de usá-los ou não. Não, não vou dar dicas de como não estar em nenhum deles. Não, não vou advogar sobre como a ânsia de "vingança" nesse tipo de aplicativo não leva a nada. Nada disso. Eu quero mesmo é desabafar meu desaforo com a diferença entre o tratamento das mulheres para com os homens e vice-versa depois de conhecer uma realidade onde se travam guerra dos sexos via celular.

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Fiquei um bom tempo, confesso, sem nem saber que raio era esse aplicativo Lulu, mas eis que, como todos que usam redes sociais, acabei sabendo. Um aplicativo que avalia homens anonimamente. Nem me fedia, nem me cheirava até então. Não sou nem das que defendem com unhas e dentes que as mulheres tem o direito de se vingar fazendo estas avaliações (oi?), nem das que acha inofensivo, nem das que acha o fim dos tempos. Só mais um aplicativo. Eis que, a curiosidade falou mais alto e, em um momento com as amigas e mais uma atitude masculina como as que as mulheres querem se vingar, ou seja, um homem babaca (veja bem, um... não todos), fui conhecer o Lulu. E me surpreendi com o que vi. Não porque fosse horrendo, mas porque era bem mais leve do que eu pensava. Claro, não muda o fato de ser uma exposição desnecessária e tudo mais, mas as hashtags eram bem menos pejorativas que pensei. Até muito bem humoradas e foram alguns momentos divertidos descobrir as hashtags que existiam. Percebi que qualquer pessoa sã não levaria aquilo muito a sério, era uma piada.

24.11.13

Declaro independência!

Não sei se é a crise dos 30 chegando (e seja bem vinda!), retorno de Saturno ou puro amadurecimento, mas estou declarando independência.

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Independência de pai e mãe, independência de tutores, independência de dependência.

Independência da opinião alheia, independência de agradar os outros.

Independência de quem me julga, independência pra fazer o que gosto.

Independência pra começar do zero, independência pra continuar de onde parei.

Independência de conforto, independência do medo.

Independência de precisar de companhia, independência pra ir sozinha ao cinema ou ao restaurante mais caro, independência pra passar uma tarde a sós comigo mesma.

29.8.13

Os relacionamentos e o tempo

Não, não estou falando sobre “dar um tempo” no relacionamento, e sim sobre os relacionamentos e seus tempos de duração. Existem relacionamentos que duram muitos anos, aqueles que duram poucos meses e deixam marcas intensas, ou aqueles feitos pra terminar em um certo tempo. Apenas posso falar sobre aqueles que duram muitos anos e melhoram cada vez mais, pois esta é minha experiência (e me inspiro a escrever sobre tal pois há alguns dias completei os 5 anos de namoro). Dizem que os relacionamentos são como vinho, mas nem todos vinhos melhoram com o tempo. Na minha grande ignorância a respeito de vinhos, sei que só os bons vinhos melhoram com o passar dos anos, os não tão bons, avinagram. O mesmo vale para relacionamentos, não é qualquer um que melhora com o tempo. Alguns não tem como durar, outros perdem a magia, outros desandam.

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Dizem pesquisas que o estado químico da paixão pode durar até 3 anos no cérebro... vai ver alguns relacionamentos terminam pois esta química termina? A questão é saber transformar a química inicial da paixão, seu encantamento, sua beleza em algo maior que sobreviva após ela, pois, isso é certo, ela passa. Porém, algo melhor pode tomar seu lugar. Se não tomar, estes são os relacionamentos fadados a acabar por entrar na chamada “rotina”, por perder o encanto, a atração, etc. Pesquisando sobre textos que já haviam falado sobre isso na internet, me deparei com muita falta de “magia”. Muita gente dando “dicas” sobre como fazer o relacionamento durar, muitos sites falando sobre o que fazer para ter um relacionamento longo que seja bom e muita gente se indagando se relacionamentos melhoram com o tempo ou não.

19.8.13

Estardalhaço demais para pelos de menos...

Ok. É um tanto 'old', mas acabei tendo que tecer meu comentário a respeito da tal polêmica sobre a depilação (ou falta de) da Playboy recente de uma atriz, que nem sei quem é, chamada Nanda Costa. Sim, eu vi as notícias sobre a polêmica, mas nem havia me dado ao trabalho de ler nada, afinal, sabia que seria aquela baboseira de gente indignada com pelos, algo que nos define mamíferos. Vendo só as manchetes, pensei "bacana, alguém que não se submete a padrões e mostrou isso". Então, por algum motivo cósmico li hoje (já bem depois do ocorrido) um texto sobre isso (bem bacana por sinal) no site Casal Sem Vergonha. Concordei com a autora que também se indignava com a polêmica sobre algo tão natural e de como isso refletia nossa submissão aos padrões. Pensei mais ainda: "Poxa, que bacana então alguém ter mesmo coragem de fazer isso na Playboy e levantar esta questão!". Eis então que, já curiosa com a tal "mata atlântica", fui ver as fotos do ensaio e me choquei. Se foi tanto bafáfá por causa daquele tanto de pelo, parem o mundo que eu quero descer!

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15.8.13

Não se contente com a beleza da superfície... mergulhe!

Hoje vou me intrometer em um campo mais complexo, a religião. Não que eu saiba muito, até por isso, trouxe a experiência da leitura de textos de quem sabe mais que eu. Especificamente trato aqui do cristianismo, mas, qualquer um em outra religião (ou até para outros fatores da vida) pode usar este trecho para pensar um pouco. No fundo, ele nos diz sobre como tratamos estes aspectos da vida de forma superficial. É muito comum, aliás, no mundo moderno, as pessoas se contentarem com “filosofias de botequim” que, de fato, podem vir de grandes filósofos e fazerem parte de uma linha de pensamento, mas elas não costumam ir a fundo neste pensamento, se contentam (por preguiça, ignorância, medo... tantas razões) com apenas um vislumbre dele. O mesmo vale para religião, quantos se dizem “religiosos” mas não adeptos de alguma religião? Pois, na verdade, não querem ir a fundo em nenhuma delas.

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Veja bem, digo por experiência própria. Vivi muitos anos evitando qualquer leitura mais profunda, qualquer conhecimento maior por todos os motivos citados a cima. Principalmente, pois, no fundo, sabemos que, se nos aprofundarmos em alguma religião ou filosofia verdadeira, iremos mudar nosso cerne, teremos de mexer com questões que serão incômodas e acabamos ficando acomodados com o conhecimento superficial. Que surpresa a minha quando, resolvendo estudar mais a minha religião, encontrei respostas tão simples e tão reconfortantes. Encontrei também diversos pontos incômodos para minha pessoa tão constante, mas comecei a vislumbrar algo tão maior, que isso não é mais um problema. Convido vocês, então, a saírem um pouco da zona de conforto e se aprofundarem nos assuntos sobre espiritualidade/filosofia que lhe agradem. Afinal, a superfície de um lago ou do oceano é linda, mas quão mais bela é a vida que encontramos quando mergulhamos pro fundo da água?

25.6.13

Pelo direito de desistir...

Tenho um defeito que venho tentando me libertar ao longo dos anos: o medo de falhar, a impossibilidade de desistir. Claro, esse sentimento em mim deve ter raízes muito mais profundas como o desejo de agradar, a necessidade de ser melhor em tudo que posso, etc... Coisas que ficam pras minhas sessões de terapia. Mas, de certa forma, é uma ideia embutida pelo mundo atual em todos nós. Não se pode mudar de opinião, escapar do regime, perder prazos, perder um ano, mudar de curso... Sim, existem aqueles seres mais evoluídos e livres destas pressões (alguns até demais?), porém muitos de nós sofremos essa regularização de que devemos sempre “ir até o fim”.

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Está gordo? Faça exercícios. Não conseguiu o resultado? É uma pessoa fracassada sem disciplina. Desistiu do curso? Você não tem força de vontade. Relaxou na dieta? Sem perdão. Desistiu do emprego que não dava certo? Vagabundo... Prestou várias vezes o vestibular e não passou? Fracassado. Em inglês existe inclusive um termo pras pessoas que sempre desistem: Quitter (em português o mais próximo seria desertor, talvez... mas quer dizer aquele que desiste com facilidade). E ser um quitter nunca é bom, é algo pejorativo.

16.6.13

Geração Coca-cola?

Outro dia, ouvi uma colega de trabalho da minha idade conversando com um senhor funcionário do nosso trabalho. Ele dizia que estava há 30 anos (ou algo assim) naquela instituição e ela, achou tempo demais, dizendo “a geração Y não fica muito tempo em um emprego só”. Isso me fez lembrar de um vídeo muito bem feito sobre essa tal geração Y, ou Milleniums, e fui rever. O vídeo fala sobre a relação das pessoas com o trabalho já que é o que faremos (querendo ou não) a maior parte do nosso tempo no mundo. Nele, se comenta 2 gerações anteriores a Y, a Baby Bommer e a geração X. Mas, outra vez que vi o mesmo vídeo com uma amiga, comentei a ela que não me sentia parte dessa geração que me designaram, a geração Y.
 
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Teoricamente as pessoas desta minha geração (que hoje tem entre 25 e 35 anos) são pessoas muito ativas, que buscam fazer no trabalho o que amam e que buscam isso de maneira menos “rotineira” que as gerações anteriores. É uma geração que atua veementemente nas redes sociais e que, por estar frequentemente logada na internet, a velocidade de informações que recebe dita o passo de uma geração ávida por saber cada vez mais e rápido. Até aí, ok, acho que sim, tenho diversos traços dessas características, como também não ser muito adepta de autoridade por idade e sim por conhecimento, de querer partilhar conhecimento de forma igual com pessoas de outras gerações, de gostar de feedbacks dos meus trabalhos bem realizados. Bom, eu não vou detalhar todas as atribuições dadas a cada geração, mas acho interessante você procurar se quiser saber (e ver o vídeo no fim do texto).

11.6.13

Feliz dia dos namorados... e todos os outros dias do relacionamento!

Chega dia dos namorados e todos querem alguém pra compartilhar. Mas nem só de dia dos namorados se faz relacionamento. Troca de presente e comemorações são eventos esporádicos na vida do casal, o que mais se tem é companheirismo, nos dias bons e ruins. E não só de presença, de carinho físico, abraços, afinal, eu (como outros tantos) encontramos esse companheirismo no namoro a distância. É um companheirismo de sentimento, de saber que alguém está preocupado quando você tinha uma prova importante, quando está doente, que faz tudo pra ajudar com aquele problema de trabalho, que escuta lamentações e garante que vai melhorar, que assiste algo e se lembra de você porque um dia disse uma frase parecida com o personagem. 

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É claro que tem as partes difíceis, não sejamos hipócritas só porque é dia dos namorados. As diferentes visões de vida, de futuro, as discordâncias, desde o que fazer ao onde levar a relação, sempre surgem e, se é um relacionamento funcional, se resolvem. Existem as diferenças de postura, de vontade, de tantas coisas que podem virar uma barreira ou ensinar convivência ao casal. Aquele companheirismo aparece também no que consideramos defeitos no outro, ou coisas com as quais não sabemos bem lidar. Ele se torna paciência, compaixão, tolerância.

6.3.13

Ser mulher é difícil!

Estamos perto do dia da mulher e, vendo as mensagens nas redes sociais, comecei a refletir e cheguei a uma conclusão: Ser mulher é, no mínimo, difícil. O mundo é ainda um lugar machista. E eu não estou nem pensando em países onde ela ainda não pode estudar, onde existe controle de natalidade e as pessoas matam as meninas porque querem meninos ou onde as viúvas são queimadas com o marido morto ou isoladas da sociedade. Não, eu estou falando de mim, da minha mãe, de você, da minha amiga. Ok, eu talvez achasse difícil ser homem também. Tudo bem, mulher tem um papel incrível frente à natureza como gestar um bebê, algo que só ela pode vivenciar, mas vamos falar do básico, do dia a dia, do feijão com arroz.

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14.3.12

Seja você, seja só você*

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Não sei, o mundo anda estranho. Problemas de autoestima sempre existirão, mas me parece que, atualmente, é melhor mudar o efeito que a causa. Não falo só de aparência. As pessoas preferem fazer o que tinham dito valer, virar realidade, que mudar de opinião. Preferem fazer algo errado se tornar aceitável que se desculpar e admitir um erro. Preferem fingir que têm 10 anos a menos em vez de aceitar a idade verdadeira. Preferem mudar o corpo inteiro a mudar a forma de se ver. Sou extremamente a favor de estarmos bem com a nossa forma física, mas acho um tanto problemático quando o que mudamos o tempo todo é a forma física e não como nos vemos. Hoje em dia é mais fácil mudar por completo, se anular, assassinar sua personalidade e liberdade de ser do que ser algo além do “aceitável”.

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Todos querem ter dinheiro, carreira, sucesso, beleza, corpo perfeito, juventude, razão... querem entrar num molde pré-fabricado, sem nenhuma personalidade e se encaixar a força. Qual a graça de um mundo com todos iguais, estáticos? Ninguém quer se olhar e ver como é bonito daquele jeito, quais são seus pontos fortes. Querem se olhar e ver aquela imagem pré-fabricada de beleza. Não querem contar o que aprenderam nos últimos 10 anos, ou como a vida dos 20 e dos 30 pode ser diferente e interessante. Querem contar que tem uma idade aceitável pra se dizer jovem. Não querem demonstrar como depois de uma análise mudaram de opinião, querem parecer firmes com uma opinião constante, mas vazia e inválida. Na verdade, me parece muito que não querem aproveitar a vida que se apresenta, mas fingir que vivem outra.

28.12.11

Para um feliz 2012, 2013, 2014...

Todo mundo adora a época de final de ano pra dizer que vai ser melhor no ano que vem, que quer que as lágrimas se transformem sorrisos, que os amores apareçam e o dinheiro multiplique. Mas poucos param pra pensar (como eu gosto de fazer) sobre como foi o ano que passou, o que deve permanecer para o próximo e o que deve ir embora. Alguns ainda postam aquelas imagens de mensagens com “ri, chorei, vivi” e afins, mas isso todos fizemos, é genérico demais. Em vez de usar frases feitas, vou analisar meu ano e convido você a fazer o mesmo.

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Se eu tivesse que resumir 2011 em uma palavra seria “amadurecimento”. Sabe aquele ano que tiveram coisas boas e coisas ruins, mas é difícil pontuar cada uma? O ano que é uma soma de pequenos acontecimentos? Não foi um 2006, onde tudo parecia se somar de ruim: perda do meu pai, síndrome do pânico, fim da faculdade, mudança de cidade, estar mais longe dos amigos... Nem um 2010 em que defendi o mestrado e arranjei um ótimo emprego. Muitas coisas boas perduraram, como meu namoro (que completou 3 anos). Não só, mas também, em mais um ano de relacionamento, amadureceu. Minhas amizades, que cada dia provaram-se mais companheiras. Minha saúde que precisa de alguns ajustes, mas nada grave. Tiveram melhorias: nova e melhor casa, nova dinâmica, uma felicidade fútil de estar com o corpo mais em forma do que nunca e novas conquistas (como uma cansativa e tardia carteira de motorista).

13.12.11

Namorar ou não à distância? Eis a questão.

Outro dia, escrevi sobre amizade. De fato, um tema que tenho experiência (não graças só a mim) a ponto de poder falar algo. E acho que também posso dar meu pitaco na área de relacionamentos amorosos com alguma (alguma só!) experiência também. Mas um tipo de relacionamento que entendo bem é o a distância. Antigamente, algo completamente mau visto, sempre fadado a naufragar e tão comum hoje em dia, embora ainda dividindo opiniões sobre dar ou não dar certo.

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Namoro a distância há mais de 3 anos e sempre foi assim. Existem vários tipos de namoros à distância: os que começaram próximos, mas algo no caminho os levou a se separar fisicamente; os que a separação tem data prevista pra terminar e os que não tem; os que já começam a distância sem se conhecer ao vivo ou se conhecendo antes. Eu, particularmente, acho loucura começar um relacionamento sem nunca ter se visto pessoalmente, mas há tanto mais entre o céu e a terra que julga minha vã filosofia, que não irei julgar. Cada um tem sua dificuldade particular, porém, tentarei ser geral. Várias vezes procurei “namoro à distância” no google (ou querendo saber de outras pessoas assim, ou até antes de escrever este texto), e vi muita má previsão pra esse tipo de relação. E não vou iludir vocês: a chance de um namoro assim dar errado é enorme. Mas, provavelmente, só 50% das possibilidades de fracasso estão relacionadas de fato à distância. Ou ao fato da distância dificultar situações que seriam mais bem contornadas em um relacionamento próximo.

1.12.11

Arquivo Mental: É dos cafajestes que elas gostam mais?

Acho que todo mundo que vem aqui também deve ser leitor do marvel616 e, portanto, deve já ter visto este texto lá. Mas, como vai que o universo conspira e alguém aqui não leu ainda, é o tipo de texto que gosto de deixar registrado... inclusive num lugar mais "meu". E esse texto também foi publicado no azulcalcinha =D


Me corrijam se eu estiver errada, mas a fascinação masculina com personagens do sexo oposto nos quadrinhos é bem mais superficial que a feminina. Mesmo que não seja apenas o apelo visual e o lado sensual da coisa, o máximo que os homens devem fazer é pensar “personagem tal é interessante”, “eu poderia me apaixonar por alguém assim” ou “Pena que ela não existe na vida real”. Mulheres não. Válido pra extrapolações em outros assuntos, mulheres imaginam, suspiram, divagam... elas realmente se apaixonam por personagens fictícios (sejam de HQs, fimes, livros...) na medida que isso é possível (e saudável, esperamos). Porém, existe um certo padrão que observo: elas tendem a gostar dos mais “cafajestes”. Por que será?

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21.11.11

Debaixo de 7 chaves, do lado esquerdo do peito

Me disseram uma vez: “você devia escrever sobre amizade, tem muito a falar sobre isso”. Não sei quão “sábia” sou no assunto, mas, de fato, sou uma pessoa que teve a sorte de ter muitos amigos e muitos tipos de amizade, então acho que posso afirmar algo sobre o assunto. Também tenho uma certa eloquência nisso dada milhares e milhares de cartas que escrevia aos meus amigos em datas especiais. Mas o que é amizade?

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1.11.11

Arquivo Mental: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã?

Já que estamos às vésperas do feriado de Finados, vou colocar um texto que fiz pouco tempo atrás sobre como lidar com a perda ou a iminente perda de quem amamos. Isso foi elaborado em mim durante estes 5 anos sem meu pai e de como lidei com a morte repentina dele, a dor, o fato de não ter podido dizer absolutamente mais nada. Em 5 anos a dor não sumiu, mas amadureceu e espero poder partilhar o que aprendi com isso com outros, com vocês. Afinal, é isso que tiramos dessas situações difíceis: experiência e aprendizado. Eis o texto:

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20.10.11

Arquivo Mental: Superações

Enquanto não consigo colocar um texto novo, vou publicar mais um daqueles textos de arquivo mental... Este escrevi tempos atrás, mas dei umas acrescentadas recentemente, é sobre superações. Não me engano de achar que sou a pessoa mais sábia sobre o assunto, mas talvez minhas humildes experiências possam ajudar alguém a ver as coisas de uma forma melhor (ou apenas diferente). Se não, é só mais um desabafo em forma de texto, coisa que gosto muito de fazer. Eis aqui o texto:

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11.10.11

Arquivo Mental: Conselhos

Lembram (sim, já tenho a ilusão de achar que devo falar no plural aqui...) quando disse que ia colocar aqui textos que já havia postado em algum lugar, mas que queria deixá-los registrados? Essas postagens chamarão "Arquivo Mental". Eis aqui mais um.

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2008 foi um dos melhores anos que tive: Entrar no mestrado, superar anorexia nervosa e pânico no início do tratamento, começar a namorar... e gosto muito desse texto de ano novo que escrevi no final dele. É algo que desejo a qualquer um, em qualquer momento do ano: