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24.8.14

Seis anos.

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Seis anos. Seis anos são muita coisa. Tem gente que diz que não são de fato seis anos de relacionamento, já que ele é à distância. Não importa, passaram-se seis anos. Ou seja, eu era seis anos mais nova e ele seis anos mais novo quando nos conhecemos. Você me diga: quanto você mudou em seis anos? Eu bastante. Ele também. Em seis anos, à distância ou não, a gente tem que lidar com muitas mudanças, com muito amadurecimento. Daqui um ano, todas as minhas células do meu corpo serão diferentes das que eu tinha quando o conheci.  Seis anos são muita coisa. Eu tinha 24 anos... agora, 30. Meu Deus, como eu mudei dos 24 aos 30! Em seis anos a gente vê o bom, o ruim, o mais ou menos. Dizem que a química da paixão no cérebro dura no máximo 3 anos, o que era apenas uma reação química ficou pra trás faz tempo. Sobrou o que é sólido, muito mais do que sinapses. Sobrou o plano de futuro que começa a tomar forma. Não tem como esconder nossos defeitos em seis anos. Não tem como esconder nossos medos. Tudo às claras. Talvez não tudo... ainda existe bastante a se descobrir em conjunto nos próximos anos, na próxima etapa. Que bom! Até gostos mudam em seis anos, paladares, preferências. O que é volátil, passa num período de seis anos, o que é consistente, não. O que é consistente, em seis anos, se estabiliza, desenvolve. E não termina nunca de desenvolver. Nunca está completo, nada nesta vida nunca está, mas está menos incompleto a cada dia. Nesses seis anos, ele me fez rir, chorar, aprender, desaprender, estressar, relaxar, crescer, amar. E eu sei que ainda faremos mais tudo isso e muito mais juntos por mais muitos anos. Posso dizer que nosso namoro durou estes seis anos, não porque ele acabou, mas porque ele se transformará. Foram bons seis anos, foram o tempo que precisávamos para ver que queríamos o resto da vida. Que venham todos os próximos anos.

Cammy

ps. Quer ver nossa trajetória de 6 anos em fotos? Clique aqui.

13.12.11

Namorar ou não à distância? Eis a questão.

Outro dia, escrevi sobre amizade. De fato, um tema que tenho experiência (não graças só a mim) a ponto de poder falar algo. E acho que também posso dar meu pitaco na área de relacionamentos amorosos com alguma (alguma só!) experiência também. Mas um tipo de relacionamento que entendo bem é o a distância. Antigamente, algo completamente mau visto, sempre fadado a naufragar e tão comum hoje em dia, embora ainda dividindo opiniões sobre dar ou não dar certo.

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Namoro a distância há mais de 3 anos e sempre foi assim. Existem vários tipos de namoros à distância: os que começaram próximos, mas algo no caminho os levou a se separar fisicamente; os que a separação tem data prevista pra terminar e os que não tem; os que já começam a distância sem se conhecer ao vivo ou se conhecendo antes. Eu, particularmente, acho loucura começar um relacionamento sem nunca ter se visto pessoalmente, mas há tanto mais entre o céu e a terra que julga minha vã filosofia, que não irei julgar. Cada um tem sua dificuldade particular, porém, tentarei ser geral. Várias vezes procurei “namoro à distância” no google (ou querendo saber de outras pessoas assim, ou até antes de escrever este texto), e vi muita má previsão pra esse tipo de relação. E não vou iludir vocês: a chance de um namoro assim dar errado é enorme. Mas, provavelmente, só 50% das possibilidades de fracasso estão relacionadas de fato à distância. Ou ao fato da distância dificultar situações que seriam mais bem contornadas em um relacionamento próximo.