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29.8.13

Os relacionamentos e o tempo

Não, não estou falando sobre “dar um tempo” no relacionamento, e sim sobre os relacionamentos e seus tempos de duração. Existem relacionamentos que duram muitos anos, aqueles que duram poucos meses e deixam marcas intensas, ou aqueles feitos pra terminar em um certo tempo. Apenas posso falar sobre aqueles que duram muitos anos e melhoram cada vez mais, pois esta é minha experiência (e me inspiro a escrever sobre tal pois há alguns dias completei os 5 anos de namoro). Dizem que os relacionamentos são como vinho, mas nem todos vinhos melhoram com o tempo. Na minha grande ignorância a respeito de vinhos, sei que só os bons vinhos melhoram com o passar dos anos, os não tão bons, avinagram. O mesmo vale para relacionamentos, não é qualquer um que melhora com o tempo. Alguns não tem como durar, outros perdem a magia, outros desandam.

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Dizem pesquisas que o estado químico da paixão pode durar até 3 anos no cérebro... vai ver alguns relacionamentos terminam pois esta química termina? A questão é saber transformar a química inicial da paixão, seu encantamento, sua beleza em algo maior que sobreviva após ela, pois, isso é certo, ela passa. Porém, algo melhor pode tomar seu lugar. Se não tomar, estes são os relacionamentos fadados a acabar por entrar na chamada “rotina”, por perder o encanto, a atração, etc. Pesquisando sobre textos que já haviam falado sobre isso na internet, me deparei com muita falta de “magia”. Muita gente dando “dicas” sobre como fazer o relacionamento durar, muitos sites falando sobre o que fazer para ter um relacionamento longo que seja bom e muita gente se indagando se relacionamentos melhoram com o tempo ou não.

11.6.13

Feliz dia dos namorados... e todos os outros dias do relacionamento!

Chega dia dos namorados e todos querem alguém pra compartilhar. Mas nem só de dia dos namorados se faz relacionamento. Troca de presente e comemorações são eventos esporádicos na vida do casal, o que mais se tem é companheirismo, nos dias bons e ruins. E não só de presença, de carinho físico, abraços, afinal, eu (como outros tantos) encontramos esse companheirismo no namoro a distância. É um companheirismo de sentimento, de saber que alguém está preocupado quando você tinha uma prova importante, quando está doente, que faz tudo pra ajudar com aquele problema de trabalho, que escuta lamentações e garante que vai melhorar, que assiste algo e se lembra de você porque um dia disse uma frase parecida com o personagem. 

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É claro que tem as partes difíceis, não sejamos hipócritas só porque é dia dos namorados. As diferentes visões de vida, de futuro, as discordâncias, desde o que fazer ao onde levar a relação, sempre surgem e, se é um relacionamento funcional, se resolvem. Existem as diferenças de postura, de vontade, de tantas coisas que podem virar uma barreira ou ensinar convivência ao casal. Aquele companheirismo aparece também no que consideramos defeitos no outro, ou coisas com as quais não sabemos bem lidar. Ele se torna paciência, compaixão, tolerância.

1.2.12

Foi só o tempo que errou...

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Tenho postado textos que escrevi antigamente chamando de "arquivo mental". Hoje tenho um especial que achei nos documentos do computador. Há 6 anos, eu perdia meu pai. Há 6 anos, sem aviso algum, da noite pro dia, a idéia que não passava pela minha cabeça, mas assombrava meus pesadelos se concretizou. Tão sem motivos e tão sem querer que piora a dor. A perda de alguém que amamos tanto traz 2 principais dores: a da perda e a da saudade. A da perda é mais aguda, fulminante. Aparece de vez em quando e dói como uma pontada, mas passa. A dor da saudade é crônica, nunca deixa de se fazer presente e te lembra que existe a cada pequeno detalhe. Dói de forma mais contínua e menos pontual. É sobre ela meu texto de um dia dos pais em algum ano passado.

13.12.11

Namorar ou não à distância? Eis a questão.

Outro dia, escrevi sobre amizade. De fato, um tema que tenho experiência (não graças só a mim) a ponto de poder falar algo. E acho que também posso dar meu pitaco na área de relacionamentos amorosos com alguma (alguma só!) experiência também. Mas um tipo de relacionamento que entendo bem é o a distância. Antigamente, algo completamente mau visto, sempre fadado a naufragar e tão comum hoje em dia, embora ainda dividindo opiniões sobre dar ou não dar certo.

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Namoro a distância há mais de 3 anos e sempre foi assim. Existem vários tipos de namoros à distância: os que começaram próximos, mas algo no caminho os levou a se separar fisicamente; os que a separação tem data prevista pra terminar e os que não tem; os que já começam a distância sem se conhecer ao vivo ou se conhecendo antes. Eu, particularmente, acho loucura começar um relacionamento sem nunca ter se visto pessoalmente, mas há tanto mais entre o céu e a terra que julga minha vã filosofia, que não irei julgar. Cada um tem sua dificuldade particular, porém, tentarei ser geral. Várias vezes procurei “namoro à distância” no google (ou querendo saber de outras pessoas assim, ou até antes de escrever este texto), e vi muita má previsão pra esse tipo de relação. E não vou iludir vocês: a chance de um namoro assim dar errado é enorme. Mas, provavelmente, só 50% das possibilidades de fracasso estão relacionadas de fato à distância. Ou ao fato da distância dificultar situações que seriam mais bem contornadas em um relacionamento próximo.

1.12.11

Arquivo Mental: É dos cafajestes que elas gostam mais?

Acho que todo mundo que vem aqui também deve ser leitor do marvel616 e, portanto, deve já ter visto este texto lá. Mas, como vai que o universo conspira e alguém aqui não leu ainda, é o tipo de texto que gosto de deixar registrado... inclusive num lugar mais "meu". E esse texto também foi publicado no azulcalcinha =D


Me corrijam se eu estiver errada, mas a fascinação masculina com personagens do sexo oposto nos quadrinhos é bem mais superficial que a feminina. Mesmo que não seja apenas o apelo visual e o lado sensual da coisa, o máximo que os homens devem fazer é pensar “personagem tal é interessante”, “eu poderia me apaixonar por alguém assim” ou “Pena que ela não existe na vida real”. Mulheres não. Válido pra extrapolações em outros assuntos, mulheres imaginam, suspiram, divagam... elas realmente se apaixonam por personagens fictícios (sejam de HQs, fimes, livros...) na medida que isso é possível (e saudável, esperamos). Porém, existe um certo padrão que observo: elas tendem a gostar dos mais “cafajestes”. Por que será?

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21.11.11

Debaixo de 7 chaves, do lado esquerdo do peito

Me disseram uma vez: “você devia escrever sobre amizade, tem muito a falar sobre isso”. Não sei quão “sábia” sou no assunto, mas, de fato, sou uma pessoa que teve a sorte de ter muitos amigos e muitos tipos de amizade, então acho que posso afirmar algo sobre o assunto. Também tenho uma certa eloquência nisso dada milhares e milhares de cartas que escrevia aos meus amigos em datas especiais. Mas o que é amizade?

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17.11.11

Citações: Amar é sofrer?

Ainda não é um texto original que vou postar, mas é algo que gostaria de compartilhar. Vira e mexe, eu leio algo que gosto muito e quero contar aos outros, porém o limite de caracteres das redes sociais me desanima. Já que agora tenho um blog (por mais que seja pouco lido), acho que é um lugar apropriado pra colocar estas passagens que acho interessantes ao ponto de citá-las aos outros. Vou até denominar uma tag pra isso. Eis aqui minha primeira.

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Estou lendo um livro que chama “Os quatro amores”, de C.S. Lewis que trata de diversas formas de amar. Desde amor ou gosto por coisas, passando pela afeição, a amizade, o amor erótico e o amor a Deus (caridade). Mesmo que você não seja religioso, é uma análise interessante de diversas formas de sentimentos com coisas muito elucidativas, recomendo. A passagem em si que vou escrever aqui é sobre quem acha que não vale a pena amar pra não sofrer.

1.11.11

Arquivo Mental: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã?

Já que estamos às vésperas do feriado de Finados, vou colocar um texto que fiz pouco tempo atrás sobre como lidar com a perda ou a iminente perda de quem amamos. Isso foi elaborado em mim durante estes 5 anos sem meu pai e de como lidei com a morte repentina dele, a dor, o fato de não ter podido dizer absolutamente mais nada. Em 5 anos a dor não sumiu, mas amadureceu e espero poder partilhar o que aprendi com isso com outros, com vocês. Afinal, é isso que tiramos dessas situações difíceis: experiência e aprendizado. Eis o texto:

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